sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Resenha sobre o Livro Ensaio sobre a cegueira (1995) de José Saramago elaborado pela aluna Eliane da Silva Leite de Serviço Social

Ensaio sobre a Cegueira

José Saramago foi um escritor, argumentista,dramaturgo, contista, romancista e poeta português. Foi galardoado com o Nobel de Literatura de 1998. Também ganhou o Prêmio Camões, o mais importante prémio literário da língua portuguesa. Dele, a Companhia das letras publicou, entre outros, História do Cerco de Lisboa, 1989, O Evangelho Segundo Jesus Cristo (1991), Ensaio sobre a cegueira (1995). Sobre o último serão feitas algumas considerações.
Saramago, em seu livro Ensaio sobre a cegueira, trata do juízo de valores e a impotência do ser humano e seu comportamento, quando se trata de sobrevivência.  A crítica do autor é a falta de solidariedade, a desigualdade, preconceito e a capacidade que nós perdemos de sermos benevolentes nos tornando cegos diante de uma sociedade individualista e capitalista.
O livro começa com um homem que fica cego repentinamente de uma estranha cegueira branca, que afeta rapidamente a população. A cegueira se alastra da mesma forma que o medo e o caos.
Essas pessoas são isoladas em um manicômio em quarentena, todos estão cegos exceto uma mulher. Essas pessoas precisam conviver de forma diferente com novas regras, e muitas barreiras tudo ali é um desafio.
 Quando se é cego se dá valor ao que realmente tem valor, havendo uma transformação de valores mostrando que quando se é cego muitas coisas deixam de ser importante como o modo se vestir, posição social, pobre ou rico se é o porteiro, médico perante o mar de leite todos somos iguais.
Presos no manicômio deparam – se com o medo, fome, humilhação, violência e opressão lutando para sobreviver. Trava-se uma guerra entre seres humanos para que não se tornem animais, a partir desse momento se arranca de forma violenta a dignidade dessas pessoas que são obrigadas a usar o corpo como moeda de troca por comida para sobreviver. Impostos a essa realidade vimos o melhor e o pior do ser humano e fica claro a incapacidade, a impotência, abandono e ganância ,assim como o afeto,solidariedade, união, igualdade.
Os personagens não têm nomes, são apresentados como o primeiro cego, a mulher do médico, "o homem da venda preta", "o cego com a arma”, passamos a conhecer cada um pelos sentimentos e ações que através da leitura vivenciamos juntos.
A única pessoa que ali enxerga é a mulher do médico que talvez pelo fato de ajudar á todos e se preocupar mais com os outros que consigo mesma tenha sido poupada por sua bondade. Mas para ela isso não era uma benção como fica claro aqui “Num mundo de cegos, não sou a rainha, não, sou simplesmente a que nasceu para ver o horror, vocês sentem-no, eu sinto-o e vejo” (pg262). Se “tu pudesses ver o que eu sou obrigada a ver, quererias estar cego” (p. 135). . Mas ironicamente ela cega quando todos voltam a enxergar.
Ensaio sobre a cegueira é um livro que nos faz pensar, ao que de fato tem valor em nossa vida, a ter um olhar para outro ao invés de nos preocupar somente com nosso próprio umbigo.
 Fazendo-nos “enxergar” o preconceito que nos cega. Sendo uma leitura agradável emocionante, cheia de surpresas até a última linha. É um convite aos amantes da boa leitura e a reflexão dos valores presentes em nós, fazendo uso das palavras dele “dentro de nós a uma coisa que não tem nome, essa coisa é o que somos”.
Resenha                                                     
Eliane da Silva leite


Referência

Saramago,José. Ensaio sobre a cegueira. São Paulo : Companhia das Letras, 1995.









                                                                                     




















































































































































































































































































































































quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Atividade Teórico Prática Supervisionada da Disciplina de Antropologia das alunas Ellen, Karla, Magnoria e Nilva

INTRODUÇÃO

O presente trabalho tem por objetivo apresentar as “questões sociais” vividas pela população moradora das grandes cidades brasileiras, o estudo do homem e seu ambiente com base na Antropologia Social e a importância do profissional da assistência social em mediar, intervir, planejar e executar medidas socioeducativas, projetos e políticas públicas para a população carente e excluída da sociedade.
Através das informações recebidas da entidade, juntamente com o auxilio bibliográfico de autores utilizados para a fundamentação teórica, foi oportunizado colocar em prática os conhecimentos adquiridos, proporcionados por esta Instituição de Ensino Superior.  Dividir este conhecimento com a entidade foi uma forma de contribuir para o seu aperfeiçoamento. Este trabalho foi desenvolvido em capítulos, observando uma sequencia lógica. O primeiro capítulo apresenta a entidade. O segundo capítulo apresenta os procedimentos metodológicos para aplicação da pesquisa. O terceiro capítulo apresenta a análise e interpretação da pesquisa e a proposta de contribuir com o aperfeiçoamento da entidade e como último item as considerações finais.






PROBLEMAS SOCIAIS: UM DOS OBJETIVOS DA ANTROPOLOGIA E A PRÁTICA PROFISSIONAL DO ASSISTENTE SOCIAL


A partir da década de 1950 o processo de urbanização no Brasil se intensificou devido à expansão das atividades industriais, fazendo com que o homem migrasse do campo para as cidades. A urbanização sem um devido planejamento tem como consequência vários problemas de ordem social. O crescimento das grandes cidades provocado pelo acumulo de pessoas e a falta de uma infraestrutura adequada tem gerado grandes transtornos para a população urbana. Podemos destacar as questões de moradia, desemprego, saúde, educação, violência, desigualdade e exclusão social. A atuação do assistente social tem-se caracterizado pelo seu interesse, competência e intervenção na gestão de políticas públicas e hoje contribuindo efetivamente na construção e defesa do usuário.
O déficit habitacional é grande no Brasil. Existem milhões de famílias que não possuem condições habitacionais adequadas, é muito comum a presença de favelas, cortiços e pessoas morando na rua, embaixo de viadutos e pontes vivendo em condições inadequadas e passando por muitas dificuldades.
A economia tem crescido no Brasil, mas não o suficiente para gerar os empregos necessários. O aumento de desemprego gerado pela falta de qualificação é exigência do mercado de trabalho, e a falta de acesso à educação tem gerado vários transtornos. Muitos têm optado pelo emprego informal (sem carteira registrada), fator que não é positivo, pois estes trabalhadores ficam sem a garantia dos direitos trabalhistas.
A saúde pública apresenta problemas estruturais e gerenciais, encontrando-se em estado de crise aguda, hospitais superlotados, falta de medicamentos, greve dos funcionários, filas para atendimento, prédios mal conservados, etc. A população mais afetada é aquela que depende deste atendimento médico, ou seja, as pessoas mais carentes.
Os problemas ambientais principalmente nas grandes cidades, a poluição do ar, os rios contaminados pelo lixo doméstico e industrial, a emissão de gases derivados da queima de petróleo entre outros, vem afetando o ecossistema e a saúde das pessoas.
O baixo índice de investimentos públicos no setor da educação tem gerado um quadro alarmante. A educação pública encontra vários problemas e dificuldades: falta de professores, baixos salários, greves, poucos recursos didáticos, violência dentro das escolas, prédios mal conservados, entre outros.
Nas grandes cidades um dos problemas urbanos que mais preocupa a população atualmente é a violência, diariamente as noticias de assassinatos, assaltos, seqüestros, agressões. Esses fatos contribuem para que a população fique com medo, já que muitos não confiam na segurança pública.
Vários são os problemas sociais enraizados no Brasil, a falta de transparência na gestão pública e nos impostos em geral impede que o cidadão comum conheça o verdadeiro contribuinte do sistema tributário brasileiro. Esse desconhecimento mantém a sociedade muito passiva mesmo diante de inúmeras injustiças sociais. A riqueza gerada pela maioria é detida pela minoria. Pleitear igualdade de oportunidades, direito e deveres é uma realidade satisfatoriamente praticável e socialmente produtiva.
Conclui-se que problemas sociais sempre irão existir, pois uma sociedade igualitária seria uma utopia, porém a ampliação e a consolidação da cidadania, considerada tarefa primordial de toda a sociedade se faz presente na atuação profissional do assistente social, desenvolvendo ou propondo políticas publicas que possam responder pelo acesso dos segmentos de populações aos serviços e benefícios construídos e conquistados socialmente.











ANTROPOLOGIA
Antropologia e ciências afins

A Antropologia como ciência lado a lado com a Sociologia, a Politicologia, a Economia, a Psicologia e suas respectivas especialidade e subdisciplinas – todas agrupadas pelo termo “ciências humanas” ou “ciências sociais”. As ciências humanas têm o ser humano como o seu objeto de estudo, mas cada qual o faz privilegiando ora um aspecto, ora uma parte, ora uma dimensão. Cabe a Sociologia o estudo do homem na sociedade; a economia estuda o homem em seu aspecto material; a Politicologia ou Ciência Política reporta-se ao estudo da dimensão do poder que permeia as relações entre homens, as classes sociais, as instituições, especialmente o Estado, as sociedades e as nações. Já a Psicologia perscruta a psique dos homens, sua formação mental e emocional, a relação própria de cada pessoa com o ambiente em que vive. (GOMES, 2010).
As desigualdades são fruto das relações sociais, políticas e culturais, mostrando que as desigualdades não são apenas econômicas. As classes sociais se inserem em um quadro constante de luta, que nos mostra o caráter antagônico da sociedade capitalista.
A extrema concentração de renda, a pobreza, os salários baixos, o desemprego, a fome que atinge milhões de brasileiros, a desnutrição, a mortalidade infantil, a marginalidade, a violência, etc., são expressões da desigualdade social. Quando se fala em desigualdades sociais e pobreza no Brasil, não se trata de centenas de pessoas, mas em milhões que vivem em pobreza absoluta, com apenas ¼ do salário mínimo apresentando-se em maior grau nas regiões Norte e Nordeste.
Geraldo Muller, no livro Introdução à Economia Mundial Contemporânea, mostra como a concentração de capital, combinado com a miserabilidade, é responsável pelo surgimento de um novo bloco econômico, onde está Brasil, México, Coréia do Sul, África do Sul, são os chamados “países subdesenvolvidos industrializados, em que ocorre uma boa industrialização e um quadro de enormes problemas sociais.
Marx considera as desigualdades sociais como produto de um conjunto de relações pautado na propriedade como um fato jurídico, e também político. O poder de dominação é que da origem a essas desigualdades. As desigualdades se originam dessa relação contraditória, refletem na apropriação e dominação, dando origem a um sistema social, neste sistema uma classe produz e a outra domina tudo, onde esta última domina a primeira dando origem as classes operárias burguesas.
Além do sentido sociológico, a cidadania tem um sentido político, que expressa a igualdade perante a lei. A cidadania tem dois aspectos: (1) o institucional, porque envolve o reconhecimento explícito e a garantia de certos direitos fundamentais, embora sua institucionalização nunca seja constante e irredutível; (2) e o processual, porque as garantias civis e políticas, bem como o conteúdo substantivo, sociais e econômicos, não podem ser vistos como entidades fixas e definitivas, mas apenas como um processo em constante reafirmação, com limiares abaixo dos quais não há democracia. Democrático, no sentido liberal, é o país que, além das garantias jurídicas e políticas fundamentais, institucionaliza amplamente a participação política.
Hoje existe um grande movimento pelo reconhecimento, definição e garantia internacionais dos direitos humanos. Em 10 de dezembro de 1948, a assembléia geral da Organização das nações Unidas (ONU) adotou em Paris a Declaração Universal dos Direitos Humanos, que só terá força obrigatória quando for uma convenção firmada por todos os países membros da ONU.
De acordo com BERGER e LUCKMANN (1976), a realidade é construída socialmente e cabe a Sociologia analisar este processo. As representações derivam da significação e da conduta humana, a realidade é interpretada pelos homens e reproduzida através de sua ação.
Através desta reflexão, fica possível perceber que a desigualdade social e como conseqüência desta, a pobreza, reflete nas ações direcionadas e determinadas pelas formas de pensar e planejar nossa sociedade.






ORFANATO

Orfanato é o estabelecimento de assistência social no qual menores órfãos são recolhidos e recebem cuidados pessoais, médicos e educacionais. Pode ser administrado tanto pela administração pública ou privada. São considerados como entidades sem fins lucrativos, não pagam impostos, e a doação de bens e materiais de consumo por iniciativa pessoal dão o direito de abater no Imposto sobre a renda, no Brasil.
Assistência Social é um dos três componentes do sistema de Seguridade Social no Brasil. Sua descrição e diretrizes básicas estão contidas na Constituição brasileira nos artigos 203 e 204, sendo que sua regulamentação está sistematizada pela Lei nº 8.742/93 (Lei Orgânica da Assistência Social – LOAS).
Sua função é manter uma política social destinada ao atendimento das necessidades básicas dos indivíduos, mais precisamente em prol da família, maternidade, infância, adolescência, velhice, o amparo às crianças e aos adolescentes carentes, promoção da integração ao mercado de trabalho, bem como a habilitação e reabilitação das pessoas portadoras de deficiência e a promoção de sua integração à vida comunitária.
As prestações de assistência social são destinadas aos indivíduos sem condições de prover o próprio sustento de forma permanente ou provisória, independentemente de contribuição à Seguridade Social.
Você sabe o que é uma casa de acolhimento?
Muitos conhecem como orfanatos, outros, como abrigos para denominar os locais que acomodam crianças e adolescentes sem famílias. O termo correto, e poucas pessoas sabem disso, é que é esses centros são chamados de Casas de Acolhimento de Menores; sentido que elucida com propriedade o movimento que essas organizações se dispõem a prestar.
(Março 30th, 2010 | Categoria – http://blog.projetopac.org.br/categoria/artigos, Acesso em 03 de maio de 2011)



CAPÍTULO 1
APRESENTAÇÃO DA ENTIDADE

1.1    A entidade

Fundada em dezembro de 2008, sob a denominação de Casa Família Caminhos da Esperança, localizada na Rua Profª Maria D’Avila Pinto nº 323 no Bairro Cinquentenário, na cidade de Caxias do Sul. A Casa Família está sob a administração da Comunidade Jesus Senhor, conveniada com a FAS- Fundação de Assistência Social e a Prefeitura Municipal de Caxias do Sul. Atende crianças e adolescentes de 0 a 18 anos, e possui uma estrutura que atende a vinte crianças e adolescentes.
Objetivo
Oferecer proteção à criança e ao adolescente violado ou ameaçado em seus direitos básicos seja por ação ou omissão do Estado; pela falta, omissão ou abuso dos pais ou responsáveis; ou em razão da própria conduta, não implicando em privação de liberdade.
Proposta
O Abrigo é um lugar que oferece proteção, uma alternativa de moradia provisória dentro de um clima residencial, com um atendimento personalizado, em pequenas unidades, para pequenos grupos de crianças e adolescentes. É um programa que oferece aos abrigados a oportunidade de participar na vida da comunidade, utilizando seus recursos (escolas, áreas de lazer, centros médicos, escolas infantis).
Embora o retorno da criança/adolescente a sua família de origem ou família substituta seja prioridade, o abrigo deverá oferecer condições para ali permanecerem o tempo que for necessário aos que não forem integrados a uma família
Equipe de Trabalho
Os trabalhadores responsáveis pelo programa e os que respondem diretamente pelos cuidados da vida diária das crianças e adolescentes fazem parte do quadro funcional, composto pelo coordenador, educadores, pessoal de apoio operacional, e integrantes da Equipe Técnica (assistentes sociais e psicólogos).
CAPÍTULO 2

PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

Método é palavra de origem grega que quer dizer “pelo caminho (meta+hodos)” ou “meio para se chegar (ao objeto)”. O método empregado neste trabalho é História de Vida, essa técnica de pesquisa deriva originalmente da genealogia, mas ganhou sua própria validade e tem sua própria contribuição. O interesse na vida de uma pessoa, ou diversas pessoas, tanto como exemplos para esclarecer certa problemática, quanto para realçar a variedade individual num sistema social. Entrevistas abertas, isto é, sem perguntas dirigidas são essenciais. A história de vida valoriza o indivíduo como ser específico que tem sua própria experiência, mas também como pessoa, isto é, como indivíduo portador de atributos sociais.

2.1 Metodologia

2.1.1 Tipo de pesquisa
            O tipo de pesquisa utilizada neste trabalho classifica como "descritiva", tem por premissa buscar a resolução de problemas melhorando as práticas por meio da observação, análise e descrições objetivas, através de entrevistas com perguntas abertas.
A pesquisa descritiva tem por finalidade observar, registrar e analisar os fenômenos sem, entretanto, entrar no mérito de seu conteúdo. Na pesquisa descritiva não há interferência do investigador, que apenas procura perceber, com o necessário cuidado, a frequência com que o fenômeno acontece. É importante que se faça uma análise completa desses questionários para que se chegue a uma conclusão.

2.1.2 Método
            O método utilizado foi a aplicação da técnica da história de vida, questionário com perguntas abertas e observação individual.

2.1.3 Local / contexto
Esta pesquisa foi desenvolvida na entidade Casa Família Caminhos da Esperança em sua sede administrativa na cidade de Caxias do Sul – RS.
           
2.1.4 Fontes de informação
            Foram utilizadas como fontes de informação indicados pela entidade o site www.recria.org.br, e na fase da entrevista (questionário com perguntas abertas e observação individual nas dependências da entidade), com a Assistente Social Srta. Najara Sant Ana.

2.l.5  Aspectos éticos
A entrevista com perguntas abertas foi realizada de maneira que o entrevistado se sentisse a vontade para responder as perguntas a ela formuladas, não sendo levado em consideração, qualquer aspecto de caráter pessoal.



           









CAPÍTULO 3

ANÁLISE, INTERPPRETAÇÃO DOS DADOS

            Neste capítulo estão dispostos de forma organizada os dados coletados conforme a metodologia explicada no capítulo anterior, de tal forma que sejam obtidos resultados a partir da análise e interpretação dos mesmos.

3.1 Análise e interpretação de dados

Conforme o método aplicado, história de vida o objetivo do presente trabalho de ATPS foi conhecer a entidade, usando como instrumental a entrevista com perguntas abertas sem, no entanto intervir na entidade. Através deste instrumento podemos perceber de forma clara e objetiva que a entidade encontra-se bem estruturada, seu espaço físico condiz com a exigência da realidade atual, destinada ao acolhimento de crianças e adolescentes, de ambos os sexos, sob “Medida de Proteção” (ECA, Art. 101, inciso VII).
 O trabalho desenvolvido pela equipe técnica da entidade, ou seja, a Assistente Social e a Psicóloga tem como objetivo central o trabalho com as famílias e a inserção das crianças e jovens moradores do abrigo aos seus lares, o recurso da destituição familiar é utilizado quando não são alcançados os objetivos centrais. Pareceres são feitos conjuntamente pela equipe técnica e enviados para o Poder Judiciário da cidade de Caxias do Sul-RS, sendo que a decisão final compete ao Juiz da Vara da Criança e da Juventude.
A casa família conta com o apoio da Rede.
O que é a Rede?
A Rede de Atenção à Criança e ao Adolescente- RECRIA de Caxias do Sul é um conjunto de entidades governamentais, não governamentais, conselhos setoriais e poder judiciário que trabalham de forma integrada, visando atender crianças, adolescentes e suas famílias.
Quais são os objetivos da Rede?
Os objetivos da Rede de Atenção à Criança e ao Adolescente de Caxias do Sul são facilitar, agilizar, viabilizar, propor e dinamizar ações nas diversas áreas de atenção à criança, ao adolescente e suas famílias (abrigos, centros educativos, saúde mental, drogadição, portadores de necessidades especiais, maus-tratos, apoio sócio-familiar). Essas ações são realizadas de forma integrada, abrangendo todo o município.
Como a Rede se organiza?
As entidades, através de seus representantes, se reúnem periodicamente a fim de pensar e planejar ações alternativas para o atendimento.
A casa família possibilita visita familiar em dois dias da semana: ás quartas feiras e no sábado, desenvolve também um projeto de Apadrinhamento Afetivo e Famílias Acolhedoras, projetos destinados as crianças a partir de três anos de idade que proporciona um final de semana com famílias cadastradas participantes do projeto.
No início dos anos 90, o "Estatuto da Criança e do Adolescente" (ECA), Lei n° 8.069/90, é promulgado e, em seguida, a "Lei Orgânica da Assistência Social" (LOAS), Lei n° 8742/93, sendo que, em seus textos, diretrizes gerais para as transformações estruturais no contexto legal e institucional são descritas, sugerindo práticas de atenção direta diferenciadas, em consonância com princípios educativos de promoção do indivíduo e de seus direitos.
As garantias constitucionais básicas para a infância e juventude tomam-se, portanto, reconhecidas e oficializadas, ficando superado o entrave central às transformações desejadas, mas permanecendo, contudo, o desafio de implementar os novos ideais em termos de prática cotidiana dos órgãos executores (MENIJEZ, 1994; VASCONCELOS, 1997).
 Infelizmente, as observações da realidade atual do atendimento à população em situação de risco fazem concluir que as condições mudaram muito pouco. Embora parte do problema ainda possa ser vinculado à insuficiência ou inexistência de oferta de serviços (MENDEZ, 1994), a dificuldade maior parece residir na implementação de programas que, apesar das inovações veiculadas, geram resultados pouco satisfatórios, podendo-se, ainda, verificar a existência de uma grande desarticulação entre ações empreendidas (GONÇALVES, COSTA & MARAZINA, 1992; SARTI, 1995; NEVES, 1999; WEBER, 1999; YUNES FARIA & TAVARES, 1999).

CONSIDERAÇÕES FINAIS


Nas Atividades Práticas Supervisionadas foi realizado um aprofundamento do referencial teórico para a definição da metodologia e do tema que foi aplicada a pesquisa de campo, das observações individuais e da realização da entrevista com perguntas abertas.
Para a elaboração do presente trabalho encaminhamos para a entidade Carta Apresentação das alunas da Instituição Faculdade Anhanguera de Caxias do Sul, assinada pela coordenadora do curso de Serviço Social Profª Mary Anabel, juntamente com o Termo de Consentimento, e a partir deste obtivemos a colaboração da Assistente Social Srta Najara Sant Ana da entidade Casa Família Caminhos da Esperança.
            A criança ou adolescente que se encontra em situação de violação permanente de seus direitos deve receber medidas específicas de proteção especial, conforme estabelecido no ECA- Estatuto da Criança e do Adolescente e na Política Nacional de Assistência Social.
            O trabalho da casa família, diante do que foi observado, está oferecendo suporte positivo para essas crianças em situação de risco e vulnerabilidade social. A entidade citada parece proporcionar não só as condições físicas necessárias, mas também uma disponibilidade afetiva por parte de seus funcionários, as quais favorecem o desenvolvimento das crianças abrigadas.
            O presente trabalho proporcionou compreender o significado social da profissão e seu desenvolvimento sóciohistórico no cenário nacional, desvelando as possibilidades de ação contida na realidade.







REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Estatuto da criança e do adolescente: Lei n. 8.069, de 13 de julho de 1990, Lei n. 8.242, de 12 de outubro de 1991. – 3. Ed. – Brasília: Cãmara dos Deputados, Coordenação de Publicações, 2001.
GOMES, MÉRCIO PEREIRA. Antropologia: ciência do homem, filosofia da cultura – 2ª ed. São Paulo, Contexto, 2010.
MOTTA, VALTER T. Normas técnicas para apresentação de trabalhos científicos / Valter T. Motta, Ligia Gonçalves Hesseln e Silvestre Gialdi. 3º ed. rev. atual, e amp. Caxias do Sul: Educs, 2004.
<www.colaweb.com/sociologia>. Acesso em: 16 de abril de 2011.
<www.portalsaofrancisco.com.br/brasil/problemas-sociais-no-brasil-php>. Acesso em:16 de abril de 2011
<www.renascebrasil.com.br/ a_raizpro.htm. Acesso em: 16 de abril de 2011.






ANEXOS


ANEXO A – Fotos 1 e 2 Vista externa Casa Abrigo
ANEXO B – Fotos 3 e 4 Vista interna sala estudos/ TV e refeitório
ANEXO C– Foto 5 Painel parte interna Casa Abrigo
 Foto 6 Alunas do curso de Serviço Social da Faculdade Anhanguera de      
 Caxias do Sul
            ANEXO A – Figura 1: Visão Social
ANEXO B – Figura 2: Catadores de lixo
                      Figura 3: IBGE- Censo 2010; Desigualdade Social
ANEXO C – Figura 4: Cartão Bolsa Família
                      Figura 5: Educação  
ANEXO D – Figura 6: Crianças na escola
                      Figura 7: Miséria e fome no Brasil
ANEXO E – Figura 8: Foto criança
                      Figura 9: Foto criança/bicicleta
          Figura 10: Bandeira
ANEXO F – Figura 11: Mensagem
                     Figura 12: Orfanato
ANEXO G – Figura 13: Crianças
                      Figura 14: Criança                   
ANEXO H – Artigo: Adoção no Brasil
ANEXO I – Carta apresentação alunas Faculdade Anhanguera de Caxias do Sul
ANEXO J – Termo de Consentimento


ANEXO H

ARTIGO
Adoção no Brasil
Dados mostram a diferença entre a realidade e a idealização
Especialistas afirmam que o perfil idealizado pelos interessados em adotar um filho está na contramão do que se encontra nos abrigos do país. Esclarecer a vida desses pequenos pode diminuir a fila para quem pretende adotar uma criança. A maioria dos brasileiros sabe que este é um país multicultural, formado por diversas etnias e costumes e com realidades sociais distintas. Mas em alguns aspectos, a sociedade não contempla esse fato.
O perfil das crianças desejadas por candidatos a adotar um filho é um exemplo. Embora boa parte dos menores abrigados nas cerca de 600 instituições para esse fim no Brasil seja formada por afro-descendentes (63,6%) e 61,3%1 deles tenham entre 7 e 15 anos, a maior parte dos interessados em adoção procura por bebês com pele clara.
De acordo com Marta Wiering Yamaoka, psicóloga judiciária da Vara da Infância e Juventude de São Bernardo do Campo, a maior dificuldade é encontrar pessoas interessadas nas crianças que estão para a adoção. “Grande parte dos candidatos desejam meninas, ainda muito pequenas e brancas. Esse é o motivo mais relevante para a demora do processo”, afirma.
Segundo dados divulgados pela ONG Associazione Amici dei Bambini (Ai.Bi), 72% dos brasileiros preferem adotar uma criança branca, destes, 67% querem que seja um bebê com cerca de 6 meses, sendo que 99% efetivam a adoção de crianças com até 1 ano de idade. Entre os estrangeiros, 48% aceitam crianças com até 4 anos e cai para 13% o número de pessoas interessadas em crianças com a pele clara.
O estado de saúde também pode representar um impedimento para que esses pequenos encontrem uma nova família. Enquanto 36% dos estrangeiros se dispuseram a adotar crianças acometidas por alguma complicação de saúde, a maioria das crianças adotadas no Brasil não tem esse perfil.
Para Janaina Soares Pereira, assistente social, mãe adotiva e presidente do Grupo de Estudos e Apoio à Adoção de São Bernardo do Campo (GEAA – SBC), os trâmites legais e econômicos não são os maiores empecilhos. “Qualquer pessoa pode se candidatar, solteira ou casada. O importante é ter alguma estabilidade financeira, um emprego fixo ou autônomo, e que viva em condições adequadas para abrigar uma criança.”
Para diminuir a distância entre as crianças e as famílias interessadas em adotar, a assistente social acredita que é preciso mostrar à sociedade a vida de quem carece de um lar. A realização de debates e a troca de experiências auxiliam a amadurecer a decisão dos adultos. A mídia, por meio de campanhas e novelas, vem explorando o tema da adoção “tardia” e ajudando a esclarecer esses mitos. “Os interessados em adotar uma criança precisam conhecer mais nossa realidade social. Enquanto isso não acontecer, candidatos a pais e a filhos não conseguirão se encontrar e as crianças continuarão a crescer nos abrigos.”
Segundo Janaina, as famílias temem que a partir de determinada idade, a criança carregue vícios de educação que não poderão ser mudados. Para ela, as dificuldades de criar filhos adotivos e biológicos são similares. Ambos precisam de atenção, de limite, de paciência e de amor. “Tratam-se apenas de crianças que chegaram em uma família de forma diferente.”
Mais importante que a idade, o sexo ou a etnia do adotado é que os pretendentes estejam cientes das responsabilidades que a maternidade e a paternidade requerem e que um novo membro muda a dinâmica da família.
De acordo com Marta, a fase de adaptação, que corresponde ao período de guarda provisória, é importante não só para a família, mas principalmente para a criança. Caso o processo de adoção não venha a dar certo, o risco de ela se sentir rejeitada é muito grande. Em relação aos pais, Marta considera que um dos maiores temores é a possibilidade da mãe biológica requerer a guarda da criança. Ela afirma que se o processo de adoção não for realizado sob as regras da lei, a mãe biológica poderá recuperar a guarda do filho. Por esse e outros motivos, o número de pessoas que recorrem a instituições especializadas, sobretudo a grupos de apoio, em busca de informações tem-se tornado mais freqüente. A atitude esclarece sobre os trâmites legais e conscientiza famílias sobre a importância de adotar crianças com mais idade, de raças distintas e até grupos de irmãos.
Candidatos brasileiros ou estrangeiros residentes no Brasil:
          Procurar a Vara da Infância e Juventude da região;
          Inscrição no COFAM;
          Avaliação técnica;
          Seleção dos candidatos habilitados;
          Apresentação dos candidatos habilitados à criança e/ou adolescente;
          Orientação e encaminhamento do adotante para a formalização do pedido;
          Avaliação do estágio de convivência (Estudo Social com o adotando e a família adotante)
Documentos Originais:
          atestado de saúde (sanidade) física e mental (expedido por médico);
          1 foto recente do(s) requerente (s);
          fotos da residência (parte externa e interna).
          apresentar original e cópia simples:
          carteira de identidade;
          comprovante de residência;
          comprovante de renda ou holerite (em papel timbrado ou com firma reconhecida);
          C.P.F;
          certidão de casamento;
          certidão de nascimento para solteiros;
          atestado de antecedentes criminais.
Informações:
GEAA – SBC
Vara da Infância e da Juventude /Juizado Especial Cível SP
Fone : (11) 5522-8833
Amici dei Bambini
Associação.Nacional dos Grupos de Apoio à Adoção (ANGAAD)

Fonte: www.alobebe.com.br/site/revista/reportagem.asp?texto=429 , Acesso em 03 de maio de 2011.